Divulgação “Pluralidade, isso é Brasil, isso é a periferia”. Assim o rapper Crônica Mendes, de 39 anos, define o seu terceiro disco, intitulado Eleve-se, que chegou às plataformas digitais no final de novembro. Um ano atípico para o lançamento de um disco considerando a pandemia global, mas, segundo Crônica, é preciso se reinventar sempre.

Misturando vertentes e convidados, Eleve-se aborda temas como a corrida frenética ao topo das plataformas digitais, o jogo dos poderes políticos, as aventuras dos palcos, as experiências e o contato com vertentes musicais de outros estados brasileiros.

Dois singles já foram lançados: Mar Bravo, com o produtor e cantor Filho do Justo, e Em Construção (Nada há de ser pra sempre), com o amigo, músico e compositor Fernando Anitelli. A próxima aposta é a faixa Deixa o menino cantar, com guitarras, samplers e uma batida frenética, que narra lembranças da primeira vez no palco, o primeiro beijo e a última carta. A música foi produzida pelo Dj Daniel Lamar, produtor musical cearense.

Em todos os trabalhos anteriores, Crônica Mendes sempre flertou com diferentes vertentes musicais para além do rap. E neste disco revela suas referências à música nordestina, ao funk, blues, rock, indie e jazz.

Para compor o time de Eleve-se, Crônica contou com músicos e produtores de São Paulo, Distrito Federal e Ceará. Além de Fernando Anitelli e Filho do Justo, participaram do álbum o baixista Glécio Nascimento, o cantor Angel Duarte, Rafah Donato. Quem assina as produções é o renomado Dj Raffa Santoro (DF), Dj Daniel Lamar (CE), Murilo Muraah (SP), Bruno Okuyama (SP), Diego Silva (SP), Filho do Justo (DF) e o próprio Crônica Mendes (SP). “Escrever para este disco foi um processo de externar toda uma busca por minha identidade musical, o meu jeito de expressar dentro do rap que faço pra mim e para as pessoas que me acompanham”, diz Crônica Mendes.

Este novo trabalho também traz todo um encarte conceitual, com uma capa que acentua o título do álbum, e toda uma filosofia elaborada e executada pelo artista MAN, (Filosofia de Rua) da MAN Produções, junto com Crônica Mendes

Com um beat eletrônico somando guitarras, samplers, e uma batida frenética, a faixa “Deixa o menino cantar” ganha destaque no álbum por sua agilidade esbanjando um flow diferenciado que narra de forma crua lembranças da primeira subido no palco do rapper, o primeiro beijo e a última carta. Tem um certo teor enigmático nas entre linhas com algumas mensagens subliminares. A música foi produzida pelo Du Daniel Lamar, produtor musical cearense que também é um dos responsáveis por este novo álbum de Crônica Mendes.

Crônica Mendes

Nascido no interior paulista, Hortolândia (SP), reside em Taboão da Serra há nove anos. As parcerias musicais vão de Edi Rock (Racionais MCs), O Teatro Mágico, MV Bill, Rashid, Atitude Feminina, Wilson Simoninha, Silvério Pessoa, Lurdes da Luz, Jarbas Mariz, entre outros nomes da música brasileira. Seus shows são dotados de performances, energia e musicalidade num estilo próprio de fazer rap.

Crônica Mendes iniciou a sua carreira profissional no anos de 2000, com o rapper brasiliense GOG, renomado nacionalmente. Desde então vem se formando como um artista plural. Após cinco anos com GOG, lançou o grupo “A Família” que se destacou com as músicas Castelo de Madeira e Brinquedo Assassino, ganhando repercussão nacional. Em 2013 se lançou em carreira solo.

Além dos palcos, Crônica Mendes é produtor cultural e é o idealizador e apresentador da Batalha das Fábricas, projeto que acontece há seis anos na Fábrica de Cultura do Jardim São Luiz, toda última quinta-feira do mês.

O rapper já foi reconhecido pelo seu trabalho com alguns prêmios: Prêmio Cooperifa; Prêmio Ibotirama (realizado pela gravadora do mesmo nome); Aviva Hip Hop, de Brasília (DF), que reconheceu o seu trabalho social com o rap; prêmio Quinto Elemento (realizado pela revista de Hip Hop de mesmo nome).

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